| 11-09-2009 Hábitos Saudáveis Sem fumaça e muita corrida - Confira a história deste atleta!
Para combater o sedentarismo e melhorar a qualidade de vida, João admite que sempre foi ligado ao esporte. Hoje em dia, com muito mais frequência e determinação, João conta que treina todas as terças e quintas-feiras à noite. Já aos finais de semana, com mais tempo, ele aproveita para fazer longos percursos. Nos demais dias da semana pratica corrida regenerativa na rua ou até mesmo na esteira e descansa na segunda-feira. “Tudo depende do objetivo. Se eu tenho a intenção de melhorar meu tempo nos 10 km ou na maratona, em algum momento é preciso uma dose extra de dedicação nos treinos, maior volume e muita disposição”, explica João, que já participou de 20 maratonas. Destas, 15 maratonas, três supermaratonas de 50km e duas ultramaratonas de 75km e 84km. Porto Alegre (8), Santa Catarina (2), Buenos Aires (1), Blumenau (1), Paris(1), Amsterdam (1), Edmonton/Canadá (1), Rio Grande (2), Urubici (1), Florianópolis (2). Saúde Em 1996 João pesava 59 kg e hoje pesa 73 kg. Mas o aumento de peso não significa que João engordou. Ele apenas aumentou a massa muscular, alimentando-se de forma saudável e dormindo de 7 a 8 horas por noite. “Dificilmente fico doente e nem lembro a última vez que fiquei gripado, e acho que isso é por causa da corrida, pois todos os corredores que eu conheço dizem a mesma coisa”, afirma. Correr gera uma transformação no nosso organismo que nos torna mais resistentes e imunes a doenças, além de ser algo muito prazeroso, sentencia. Comida simples, caseira, com muita salada, batata, massa, feijão, arroz e carne, João não dispensa. Mas lembra que nunca deixa faltar no prato uma boa salada e frutas todos os dias. “Também gosto muito de churrasco e de um bom vinho. Desde 2008 passei a tomar uma cerveja preta nas chegadas das maratonas. Dizem que tem potássio”, fala. Para João ter um treinador de corrida é fundamental. Ele conta que teve vários treinadores até hoje, mas atualmente faz parte da equipe da Miriam Caldasso, em Porto Alegre. “O grupo é forte e tem excelentes corredores e a Miriam é uma grande incentivadora do esporte”, ressalta. Os treinos mesclam intervalados de velocidade com longões. “Muito interessante foi o treinamento para o Revezamento Volta à Ilha 2008 (150km), quando conseguimos o vice-campeonato em dupla. Fazíamos 3 intervalados de 15km, com intervalo de descanso de uma hora aos domingos, e na pista 10 tiros de 2km na terça e 25 tiros de 400mt na quinta, além de correr de uma a duas horas nos demais dias, isso durante várias semanas seguidas”, lembra. Dificuldades João diz que sempre considerou a distância da maratona um grande desafio fora da sua capacidade física e acredita que a maior dificuldade que já enfrentou foi a primeira maratona que correu, em Porto Alegre. “Senti câimbras no km 37 e fui atendido pela ambulância. Concluí a prova caminhando em 4h43min e cheio de dores musculares”, relembra o atleta. Depois disso, ele ainda participou de provas com percursos difíceis como o Desafio Praias e Trilhas, de 84 km, em Florianópolis. Essa prova é realizada com duas maratonas em dois dias seguidos, em terreno montanhoso, com muitas pedras e praias com areia fofa. Para quem gosta de aventura e de grandes desafios é bem interessante, sem falar que a ilha revela paisagens fantásticas. “Esse ano não vou conseguir entrar para o MMs”, revela Segundo João, para entrar no nível bronze é preciso correr duas maratonas em duas semanas seguidas, e isso exige uma certa logística que ainda não está preparado. Mas está avaliando os critérios do grupo e verificando provas que se encaixem. “Por ora, estou me preparando para correr a maratona de Punta. Quero baixar de 3h10”, diz. João fala que todas as maratonas que já participou foram ótimas, mas pensa que aquelas realizadas fora do Brasil têm um sabor especial. “Não sei se é porque se corre com a camisa verde e amarela e muita gente incentiva e grita ‘Brasil!’, mas principalmente pelo astral que envolve uma viagem desse tipo. Se tivesse que escolher uma para repetir, seria a de Paris”, finaliza. Relato “Não lembro de momentos ruins relacionados à corrida, mas quando comecei a correr tinha uma bronca de um corredor que passava rápido por mim e dizia: ‘Não desiste companheiro!’. Eu pensava, será que eu estou muito lento, mas o que este cara está pensando? Até que um dia eu consegui chegar na frente dele e não perdi a oportunidade, e aí virou gozação. Bom, somos grandes amigos e a gozação permanece até hoje. Sempre que um passa pelo outro a frase é sempre a mesma: ‘Não desiste companheiro!’. Outro acontecimento que marcou foi na supermaratona de Rio Grande, quando eu cheguei muito cansado, mancando e com bolhas e o meu sobrinho de 9 anos pegou da minha mão e disse: ‘Vamos tio, eu te ajudo a chegar lá’. E corremos de mãos dadas até a linha de chegada. Não resisti, e dei uma choradinha de leve.” ![]() |
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